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Ciclo de palestras marca Dia Mundial da Água

Publicado: Sexta, 22 de Março de 2019, 10h52
Estudantes dos cursos técnicos do campus Macapá participam da programação promovida pelo Comitê Institucional de Gestão Ambiental

 

Ciclo de palestras sobre o Dia Mundial de Água no auditório do campus Macapá do Ifap

 “Água e Sustentabilidade”: ciclo de palestras levou estudantes a refletirem sobre a escassez e as alternativas

 

No Dia Mundial da Água, estudantes dos cursos técnicos de nível médio do Instituto Federal do Amapá (Ifap) foram levados a refletir sobre as causas e as soluções para a escassez de água no mundo e, principalmente, no Brasil. Para isso, participaram do ciclo de palestras “Água e Sustentabilidade” realizado na manhã desta quinta-feira (21/3), no auditório do campus Macapá. A promoção foi do Comitê Institucional de Gestão Ambiental do Ifap, com o apoio do Instituto Nacional Leva Ciência e da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Amapá (Aeata).

 

Palestrante Pamela SáA primeira palestra foi ministrada pela engenheira ambiental Pamela Nunes Sá, professora da Universidade Federal do Amapá (Unifap), com o tema “Água, fonte de desenvolvimento”. De acordo com a palestrante, mais de um bilhão de pessoas ainda não têm acesso à água potável e outros 2,6 bilhões de seres humanos não têm acesso a um saneamento adequado.

 

“Quando as pessoas não têm acesso à água potável no lar, ou à água, enquanto recurso produtivo, suas escolhas e liberdades são limitadas pela doença, pobreza e vulnerabilidade. Não ter acesso à água e ao saneamento é, na realidade, um eufemismo para uma forma de privação que ameaça a vida, limita as oportunidades e enfraquece a dignidade humana”, afirmou.

 

 

 

Palestrante Jefferson Brito

No Brasil, informou a palestrante, 83,3% dos brasileiros são atendidos com abastecimento de água tratada, o que, por sua vez, deixa mais de 35 milhões de brasileiros sem o acesso a este serviço básico. Em relação ao serviço de esgoto, 51,92% da população têm acesso à coleta, ou seja, mais de 100 milhões de brasileiros. Ao mesmo tempo, mais de 3,5 milhões de brasileiros, nas 100 maiores cidades do país, despejam esgoto irregularmente, mesmo tendo redes coletoras disponíveis. Cerca de 13 milhões de crianças e adolescentes não têm acesso ao saneamento básico e 3,1% das crianças e dos adolescentes não têm sanitário em casa.

 

Diante desses dados negativos em relação à oferta e à preservação dos mananciais de água, Pamela Sá instigou os estudantes a pensar que “saneamento não é só construir, mas é saber manter e evitar o desperdício. A gente tem que pensar sobre o nosso conceito de desenvolvimento como não só ter indústria, mas ter qualidade de vida”.

 

 

Também enfatizou a necessidade de reutilizar a água, lembrando que a economia pode chegar a até 70% do consumo e pode reduzir demanda nas águas de superfície e subterrâneas, proteger o meio ambiente, economizar energia, reduzir investimentos em infraestrutura e proporcionar melhoria dos processos industriais.

 

Palestrante Valda OliveiraCom o tema “Rios voadores, o caminho das águas no Brasil”, o professor do Ifap Jefferson Almeida de Brito demonstrou aos estudantes, com base na teoria da bomba biótica da umidade, a função climática da Amazônia. “O que os pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) concluíram é que a Amazônia tem uma grande capacidade de puxar a umidade do oceano para o continente. As árvores extraem grande volume de água do solo e do oceano e o lança na atmosfera através da transpiração. A grande umidade transpirada gera 'rios voadores' na atmosfera que carregam vapor e geram ventos que irrigam regiões distantes”, explicou.

 

Brito salientou que o colapso desse sistema pode causar desertificação e seca, citando o exemplo da crise no abastecimento de água ocorrido no estado de São Paulo, ocorrido em 2014.

 

Para fechar o ciclo de palestras, a professora Valda Nascimento de Oliveira falou sobre “Sustentabilidade e os objetivos do desenvolvimento sustentável” e apresentou atividades didáticas que promove junto com alunos do ensino fundamental da rede estadual. “O que estou fazendo para melhorar a vida no planeta? Essa é a pergunta que temos que fazer diariamente na nossa casa, na nossa escola”, instigou os estudantes presentes no auditório.

 

 

Por Suely Leitão, jornalista da Reitoria

Departamento de Informação, Comunicação e Eventos – Deice

Instituto Federal do Amapá (Ifap)

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