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Estudantes do Ifap são coautores de “Excluídos da História”

Publicado: Terça, 11 de Agosto de 2020, 15h09
Equipe do Campus Santana participante da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil escreve sobre Laura do Marabaixo, integrante da manifestação que é símbolo cultural do Amapá
 
Equipe do Campus Santana
Equipe do Campus Santana que incluiu Laura do Marabaixo na publicação da ONHB
 
Do Curiaú para as páginas de um livro didático de história. A pedagoga, marabaixeira e militante dos movimentos culturais Laura Cristina da Silva, também conhecida como Laura do Marabaixo ou Nega Laura, é uma das personagens retratadas na publicação on-line “Excluídos da História”. A amapaense foi incluída no dicionário com 2.251 trabalhos dos participantes da 11ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada em 2019, por conta da equipe do Campus Santana do Instituto Federal do Amapá (Ifap). Clique aqui para ler “Excluídos da História”.
 
“Havíamos pensado em alguém que não está nos holofotes, como Cabralzinho e outras personalidades. Além disso, como a Laura é uma personagem que está viva, achamos importante relatar as experiências dela”, conta o professor João Morais da Costa Júnior, da disciplina de História, que orientou os estudantes Etienice Ferreira da Silva, Marcos Vinícius da Costa Cruz e João Vítor Nascimento Oliveira, da turma do terceiro ano do curso Técnico Integrado em Marketing.
 
A atividade fez parte da tarefa “Excluídos da História” e foi realizada entre os dias 3 e 8 de junho de 2019 por 6.753 alunos organizados em grupos, de centenas de escolas em todo o Brasil. As equipes produziram, a partir de um template (uma espécie de esquema padrão) criado na plataforma da prova, quatro páginas de um livro didático imaginário onde tinham de apresentar uma personagem relevante, apesar de não terem datas comemorativas, monumentos ou destaque dentro dos livros didáticos. Para a produção da tarefa, os alunos tiveram de fornecer uma imagem da personagem (fotografia, gravura ou desenho), preparar um esboço biográfico e explicar por que a consideravam expressiva.
 
“O trabalho foi feito por meio de entrevista com a própria Laura do Marabaixo e também foi feita a coleta de imagens, fotografias da internet e da própria Laura, que nos enviou parte do material. Antes fizemos uma reunião e, posteriormente, após pesquisarmos e estudarmos um pouco sobre a nossa escolhida, organizamos o catálogo e enviamos para a coordenação da ONHB. Tivemos um prazo de uma semana para fazer a pesquisa e montar o capítulo”, resume o orientador.
 
Reconhecimento
 
Descendente da família Julião, bisneta do mestre Julião Ramos e neta de Tia Biló (Benedita Ramos), Laura faz jus ao registro na publicação da ONHB. Sua atuação no marabaixo, reconhecido como patrimônio cultural imaterial do Brasil, é completa e se mistura com a história pessoal dela. Além de dançar, desenvolve projetos socioeducativos em parcerias com escolas públicas, com ações junto a grupos culturais, cancioneiros e cantadeiras para a perpetuação e reconhecimento do marabaixo como identidade cultural do Amapá.
 
Nascida em 1974, na cidade de Macapá, Laura da Silva se formou em Pedagogia no ano de 2016 e, por meio dos projetos dos quais participa, dentre estes o mais conhecido “Marabaixo e Batuque no Fazer Pedagógico”, já alcançou, conforme afirma, mais de 58 escolas, 1.277 professores da rede municipal de ensino e, aproximadamente, 34 mil alunos do ensino infantil. Também é uma das fundadoras e participantes do Movimento Cultural Marabaixo Ancestrais.
 
 
Por Suely Leitão, jornalista da Reitoria
 
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