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Pesquisas continuam com atividades remotas

Publicado: Quarta, 13 de Maio de 2020, 12h19
Equipes de servidores e estudantes bolsistas de programas de pesquisa e inovação do Ifap se comunicam pelas redes sociais e aproveitam para adiantar os referenciais teóricos


Adriely Jasmin Fonseca Silva, bolsista do projeto “Uso de tecnologias inovadoras no ensino de biologia"
Adriely Jasmin Fonseca Silva, bolsista do projeto “Uso de tecnologias inovadoras no ensino de biologia"
 
 
Com as atividades presenciais suspensas por conta da pandemia da Covid-19, servidores e estudantes do Instituto Federal do Amapá (Ifap) têm dado continuidade aos projetos de pesquisa mantendo o contato das equipes envolvidas por meio de ligações telefônicas e redes sociais, o que permite orientações e debates. As pesquisas teóricas, por exemplo, estão sendo desenvolvidas com a busca de fontes bibliográficos e documentais na internet que vão compor os referenciais do trabalho. Dependendo da temática do projeto, outras ações também permanecem no regime de trabalho em casa, o chamado home office em inglês. 
 
“Estamos utilizando as ferramentas de reunião e videoconferência para, a distância, orientar os alunos a trabalharem no que pode ser feito neste momento, como entrevistas pelo telefone com os professores das escolas, revisão da bibliografia e o desenvolvimento do aplicativo e dos kits, usando materiais que temos em casa”, explicou a professora Janaina Scheibler,
Janaína Scheibler: orientação a distância
Janaína Scheibler: orientação a distância
do Campus Laranjal do Jari, referindo-se a dois projetos que estão sob a sua coordenação.
 
As estudantes Adriely Jasmin Fonseca Silva e Midiane Carmo de Almeida estão envolvidas no projeto de inovação “Uso de tecnologias inovadoras no ensino de biologia: criação de aplicativo móvel”, com orientação de Janaína Scheibler e coorientação do professor Anderson do Nascimento Vaz. O objetivo da equipe é criar um aplicativo de celular para ensino-aprendizagem de conteúdos de biologia e verificar a aceitação desse aplicativo em turmas do ensino médio de escolas da rede pública no município de Laranjal do Jari.
 
Midiane Almeida: aplicativo educativo
Midiane Almeida: pesquisa de dados na internet
 
Aluna do segundo ano do curso integrado Técnico em Informática, Adriely Silva está conseguindo manter a pesquisa de desenvolvimento do aplicativo, utilizando programas que possibilitam a criação das primeiras telas, que, depois, ainda serão testadas. Para isso, a estudante conta em casa com a ajuda extra da mãe, que é ex-aluna do Ifap, formada em Técnico em Informática.
 
O aplicativo terá 30 perguntas de níveis e dificuldades diferentes, ambiente de aprendizagem, interação aluno-professor e vários outros recursos que servirão de ferramenta no processo ensino-aprendizagem. E para que isso ocorra com embasamento científico, Midiane Almeida, aluna do curso superior de Licenciatura em Ciências Biológicas, faz a pesquisa teórica em fontes de artigos e livros com acesso virtual, além de contatos por telefone com professores para saber as metodologias usadas em sala para o ensino de biologia e assim oferecer, com o aplicativo, alternativas que facilitem a aprendizagem.
 
 
Robson Silva: kits experimentais
       Robson Silva: kits experimentais
Também em casa, o bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) Robson de Brito Silva, acadêmico de Licenciatura em Ciências Biológicas, pesquisa materiais que possam compor os kits experimentais alternativos para o ensino de biologia em escolas públicas de Laranjal do Jari. Entre esses materiais a serem utilizados em experimentos de ciências dentro de sala, estão palitos de fósforo ou mesmo legumes.
 
O kit de experimentos consistirá numa caixa, que conterá materiais e utensílios para realização de nove procedimentos práticos. Os materiais serão de baixo custo e de fácil acesso, reciclados ou reaproveitados. “Esses kits serão úteis nas escolas onde não existem laboratórios de ciências ou onde possam ser uma alternativa metodológica”, ressaltou a professora Janaína Scheibler.
 
Contatos na aldeia indígena
 
Elizandra dos Santos: pesquisa na aldeia
      Elizandra dos Santos: pesquisa na aldeia
A professora Mayara Costa, do Campus Avançado Oiapoque, coordena o projeto de inovação “Ifap Kids: promovendo práticas de sustentabilidade com crianças em Oiapoque” e tem mantido o andamento das atividades junto às bolsistas com o uso do WhatsApp e do e-mail, mas nem sempre é possível o contato devido às dificuldades de conexão. “Evitei aplicativos tecnológicos mais avançados, porque uma das bolsistas é indígena e nas aldeias daqui a internet é ainda mais lenta”, contou.
 
Com a participação das estudantes Elizandra Monteiro dos Santos, do curso superior Licenciatura em Pedagogia (em parceria com a Universidade Aberta do Brasil) na modalidade a distância, e Carla Adriane Pereira dos Santos, do curso técnico subsequente em Vendas, além da servidora técnica Flávia Videira Borges, o projeto prevê a criação de um Espaço Educador Sustentável (EES), a ser denominado de “Ifap Kids”, para promoção de ações pedagógicas inovadoras sobre práticas de sustentabilidade com crianças ociosas durante o horário escolar. Elizandra, da etnia Karipuna, mora na aldeia Manga, a 22 quilômetros da cidade de Oiapoque. Como faz o curso EaD, já está acostumada a estudar pela internet e agora também pesquisa.
 
Inicialmente, Mayara Costa criou um grupo no WhatsApp onde enviava lembretes e avisos sobre as ações que deveriam ser realizadas, porém, o recurso não se mostrou muito eficiente. Até que ela começou a enviar um documento formal também pelo WhatsApp onde as atividades de cada componente do projeto são especificadas. “Cada uma tem uma atribuição. Uma vai elaborar um plano de aula, outra vai fazer a revisão desse plano, outra vai fazer a leitura de um artigo ou realizar um curso on-line”, detalhou.
 
Crescimento acadêmico
 
Thalita Pinheiro: adaptação
Thalita Pinheiro: adaptação
A leitura e a produção de textos a partir de referências bibliográficas têm sido as alternativas encontradas pelo professor Romeu Amorim, do Campus Santana, a manter ativa a equipe do projeto que coordena. A proposta da pesquisa é possibilitar o aprimoramento da habilidade oral na língua portuguesa por estudantes estrangeiros por meio da música. “Como as aulas foram suspensas, estamos nos encontrando a distância com leitura de textos referentes à aquisição da linguagem, português como língua adicional e educação musical, além de produções de fichamentos e resenhas na intenção de nos apropriarmos da fundamentação teórica, preparando-nos para as próximas etapas, que serão de aplicação do nosso projeto”, explicou o coordenador. Ele considera o momento desafiador e por isso de crescimento acadêmico “para mim, como docente orientador, e para as bolsistas do projeto”.
 
A estudante Thalita Aguiar Pinheiro, do curso Técnico em Comércio Exterior, conta que teve dificuldades de escrever pelo fato de não possuir um computador. “Mas consegui me adaptar, de maneira que concluí a atividade solicitada e já estou ansiosa para próxima etapa”, disse. Já a bolsista Laryssa Lima Leal, do curso superior de Tecnologia em Comércio Exterior, relata que está aprendendo nas atividades a distância e que também espera logo voltar às atividades presenciais. “Não vejo a hora dessa pandemia acabar para que possamos nos reunir pessoalmente”, disse.
 
Investimento
 
De acordo com os dados da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Propesq), neste primeiro semestre de 2020, estão ativos 71 projetos de pesquisa e inovação, com a participação de 72 servidores, entre professores e técnicos, e 86 estudantes envolvidos, de cursos técnicos e superiores, em todos os campi do Ifap. No total, são investidos R$ 364 mil na concessão de bolsas para coordenadores e para estudantes.
 
São projetos aprovados nos programas mantidos pela instituição, com recursos próprios ou do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) - Pibic e Pibic-jr, seleção de projetos de inovação em arranjos produtivos locais, programa institucional de bolsas de iniciação científica, programa institucional de bolsas de iniciação em desenvolvimento tecnológico e inovação e os chamados “projetos de fluxo contínuo”.
 
“Todos os projetos estão sendo executados e as bolsas pagas normalmente. Na Instrução Normativa nº 1/2020, considerando a suspensão das atividades presenciais acadêmicas e administrativas, orientamos que as atividades de pesquisa e inovação poderiam ser mantidas, desde que a distância”, afirmou o pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, Themístocles Raphael Gomes Sobrinho.
 
“No caso de impossibilidade da continuação remota do projeto de pesquisa, o pesquisador precisará informar imediatamente ao coordenador de pesquisa ou ao diretor de pesquisa e extensão do seu campus de lotação, solicitando o cancelamento imediato do projeto, mas isso não ocorreu em nenhum caso ainda”, completou Sobrinho. Caso as medidas de distanciamento social se mantenham a ponto de prejudicar as atividades de campo das pesquisas, outras providências poderão ser tomadas, adiantou o pró-reitor.
 
 
 
Por Suely Leitão, jornalista da Reitoria
 
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